Presença de capilariase hepática em rato de telhado (Rattus Rattus).
ALMEIDA,M.J.F1.;LIMA,M.S. 2; BABOLIN.L.S3.; DIAS.M.A4.; FEDER SONI.I.S.P5.;
DELFAVA.C6.;OKUDA.L6.;CASTRO.V6.;NOGUEIRA.A6.;REBOLÇAS.M.M6. ;CAMPOS, A.E.C. 6 Instituto Biológico, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal, e vegetal. Av . Conselheiro Rodrigues Alves, 1252, CEP: 04014-002. Vila Mariana, São Paulo, S.P., Brasil. biojeovana@yahoo.com.br.
A Capilaria hepatica foi descrita pela primeira vez em 1850, segundo Cross (1998) no fígado de um rato. Desde então, tem sido encontrada em muitas espécies de mamíferos, aves, incluindo o homem. O ciclo de C. hepatica é direto. A infecção se dá pela ingestão de ovos embrionados que eclodem no ceco, liberando larvas que migram pelo sistema porta até o fígado onde são encontrados os helmintos adultos e ovos. O objetivo do presente trabalho é registrar a ocorrência de C. hepatica em fígados de ratos de telhados (Rattus rattus), demonstrando o perigo da presença desse parasita em ratos que convivem com os seres humanos. A pesquisa foi registrada no Cetea sob o nº.85/09. Os ratos foram capturados por meio de armadilhas em telhados de residências e de estabelecimentos comerciais na região leste do Município de São Paulo. Os animais foram eutanasiados em CO2 e necropsiados. Foram coletados fragmentos de fígado, rim e baço. O fígado foi fixado em formol tamponado a 10% e, em seguida, o material foi desidratado e diafanizado em xilol, fixado em parafina liquida e emblocado. Após a obtenção de cortes histológicos, estes foram corados pela hematoxilina-eosina (H-E). Observou-se ao exame microscópio que o fígado apresentava parasitas com cápsula de tecido conjuntivo e infiltrado mononuclear. Identificou-se ovos de Capillaria hepatica com proliferação de tecido conjuntivo no espaço porta e infiltrado inflamatório pelo morfo nuclear com áreas de fibrose no espaço porta e deposito de cálcio causado pela morte do parasita. Dos 11 animais necropsiados 6 estavam positivos para C. hepatica. Pelos resultados obtidos apreende-se a importância do encontro desse parasita em ratos que frequentam residências e estabelecimentos comerciais pondo em risco as pessoas que moram ou trabalham nesses locais. Conclui-se que há necessidade de um controle desses ratos que, além de transmitirem outros agentes que prejudicam a população, a C. hepática também é uma zoonose que deve ser considerada.
1–Bióloga – Formada pela Universidade Cidade de São Paulo - (UNICID).
2 – Aluna do curso de Medicina Veterinária UMESP – SP.
3- Aluna de pós-graduação – Instituto Biológico.
4- Aluna do curso de Biologia - Centro Universitário Fundação Santo André.
5- Médico Veterinário - Formado pela Universidade Paulista (UNIP).
6- Pesquisadores do Instituto Biológico – SP.
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