quinta-feira, 28 de julho de 2011

Infestação de pombos em escola de Salvador

http://www.youtube.com/watch?v=MPWhN



Vejam esta imagem "Principais Pragas Urbanas"

Pombo-comum

O pombo-comum, também conhecido como pombo-doméstico ou pombo-das-rochas (Columba livia), é uma ave columbiforme bastante frequente em áreas urbanas.
A plumagem é normalmente em tons de cinzento, mais claro nas asas que no peito e cabeça, com cauda riscada de negro e pescoço esverdeado. Caracterizam-se, em geral, pelos reflexos metálicos na plumagem, cabeça e pés pequenos, bicos com ceroma ou elevação na base e a ponta deste em forma de gancho. O bico é vermelho, curto e fino, com 3,8 cm de comprimento médio.
Esta espécie é originária da Eurásia e África e foi introduzida no Brasil no início da colonização portuguesa. Foi criado por asiáticos desde a antiguidade mais remota - há imagens que o representam, na Mesopotâmia, datadas de 4.500 a.C.
Um grande problema quanto ao pombo é que não há nenhum predador nas grandes cidades para este animal e sua reprodução é rápida, o que gera uma população cada vez crescente, um grave problema ambiental ao homem. É um dos animais sinantrópicos urbanos.
Alimenta-se de sementes, grãos e frutas e, nas cidades, do que estiver disponível nas ruas, incluindo resíduos.
Os casais são muitas vezes constantes; o macho faz reverências à fêmea e ambos se acariciam na cabeça com frequentes arrulhos. Antes do coito, alimentam-se mutuamente com uma massa regurgitada. O pombo-comum faz o seu ninho numa plataforma de ramos, numa árvore ou em qualquer plataforma que esteja livre de frio e chuva, onde põe dois ovos brancos, que são incubados, tanto pelo macho como pela fêmea, eclodindo em 14 a 19 dias. Os filhotes abandonam os ninhos com 15 dias e os pais os alimentam nesse período com "leite de papo", massa rica em proteínas e gorduras que se desenvolve em ambos os sexos durante a procriação.Vítimas habituais de viroses e outras moléstias, como a ornitose e a doença de Newcastle, os pombos são hospedeiros de parasitas em sua plumagem. Entre eles se distingue a mosca-do-pombo (Pseudolynchia canariensis) transmissora do hematozoário Hemoproteus columbae, parasito que não prejudica o hospedeiro.É considerado um grave problema ambiental, pois compete por alimento com as espécies nativas, danifica monumentos com suas fezes e pode transmitir doenças ao homem. Até recentemente 57 doenças eram catalogadas como transmitidas pelos pombos, tais como: histoplasmose, salmonella, criptococose. Mas atualmente vê-se como exagero esta atribuição de vetor de doenças: como exemplo, o Departamento de Saúde de Nova Iorque não tem nenhum registro de caso de doença transmitida por pombos a seres humanos.[1] Há um mito comum entre as pessoas não especializadas e até mesmo entre alguns profissionais da saúde de que eles podem transmitir toxoplasmose, mas a única maneira disso ocorrer seria através de uma hipótese remotíssima: se uma pessoa comesse a carne crua de uma ave que estivesse infectada com o Toxoplasma gondii. Portanto, o pombo não transmite toxoplasmose para seres humanos, somente para os animais que eventualmente se alimentem de aves cruas.
Até recentemente, havia uma certa benevolência com os pombos em áreas urbanas, sendo comum encontrarem-se em pontos turísticos em todo o mundo (como a Trafalgar Square em Londres, ou a Cinelândia carioca), com a presença de vendedores ambulantes licenciados de milho, atirado aos pombos. Atualmente, tais atitudes são desencorajadas e existe uma repugnância crescente à presença dos pombos, tidos como "ratos de asas", em áreas urbanas. Encontra-se na lista de espécies exóticas invasoras do Brasil. Inclusive, em alguns lugares no Sul do Brasil, existem campanhas para diminuir a população de pombas, por várias causas.
Ainda não há políticas públicas do controle da população de pombos nem medidas preventivas distribuídas a população para evitar o contágio das doenças transmitidas por este animal então o ideal é que cada indivíduo tome consciência de que o contato, e a alimentação deste animal leva a proliferação deste problema urbano.


Referências

↑ Real facts about pigeons and public health,"The New York City Department of Health has no documented cases of communicable disease transmitted from pigeons to humans." - Dr. Manuel Vargas, New York City Department of Health.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

CAPILARIASE HEPÁTICA EM RATO DE TELHADO (RATTUS RATTUS) E O RISCO QUE REPRESENTA A SAÚDE PÚBLICA.

CAPILARÍASE HEPÁTICA EM RATO DE TELHADO (RATTUS RATTUS) E O RISCO QUE REPRESENTA A SAÚDE PÚBLICA.

Maria Jeovânia Freire de Almeida-silva*1.;.; Cláudia Del Fava*1.; Márcia Maria Rebouças*1 Ana Eugênia de Carvalho Campos*1. *1Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Sanidade Animal e vegetal Instituto Biológico, Av. Conselheiro Rodrigues Alves 1252, Bairro Vila Mariana, CEP 04014-002, São Paulo/SP/Brasil; E-mail: biojeovana@yahoo.com.br

RESUMO

Capilariase hepática foi descrita pela primeira vez em 1850, no fígado de um rato segundo, Cross (1998).
O objetivo do presente trabalho é registrar a ocorrência de Capilaria hepática em fígados de ratos de telhados (Rattus rattus), demonstrando o perigo da presença desse parasito para a saúde pública. Observou-se ao exame microscópio que o fígado apresentava parasitas com cápsula de tecido conjuntivo e infiltrado mononuclear sendo que dos 28 animais necropsiados 24 estavam positivos. Pelos resultados obtidos apreende-se a importância do encontro desse parasito em ratos que frequentam residências e estabelecimentos comerciais pondo em risco as pessoas que moram ou trabalham nesses locais.

Palavras-chave: Capilaria hepática, rato de telhado, saúde publica.

INTRODUÇÃO
Capilaria hepática foi descrita pela primeira vez em 1850, no fígado de um rato segundo, Cross (1998). Desde então, tem sido descrita em muitas espécies de mamíferos, incluindo o homem (CHOE et al., 1993; KOHATSU et al., 1995). O mesmo é considerado um parasito primariamente de roedores (FREEMAN & WRIGHT, 1960; CROWELL et al., 1978) tendo sido relatado em Rattus norvegicus, R. rattus. Musmusculos e vários outros roedores silvestres (FREEMAN & WRIGHT, 1960; SOLOMON & HANDLEY, 1971; FARHANG-AZAD, 1977a; CONLOGUE et al., 1979). No Brasil, o parasitismo por C. hepática foi relatado em ratazanas (Ratttus norvegicus) (ARAÚJO, 1967; GALVÃO, 1981), rato dos telhados (R. rattus) (CHDEFFI et al.,1981), cães (VIANNA, 1954; SANTOS & BARROS, 1973; SILVEIRA et al., 1975), gatos (SANTOS & BARROS, 1973), caxinguelê (Sciurus aestuans) (Freitas & Lent, 1936 apud VIANNA, 1954), & caititu (Tayassu tajacu) (MANDORINO & REBOUÇAS, 1991). A infecção se dá pela ingestão de ovos embrionados que eclodem no ceco, liberando larvas que migram pelo sistema porta até o fígado onde são encontrados os helmintos adultos e ovos
O objetivo do presente trabalho é registrar a ocorrência de C. hepática em fígados de ratos de telhados (Rattus rattus), demonstrando o perigo da presença desse parasito para a saúde pública.
Os ratos e os camundongos pertencem à subordem Sciurognathi, família Muridae, subfamília Murinae; são considerados sinantrópicos por associarem-se ao homem em virtude de terem seus ambientes prejudicados pela ação do próprio homem. Das espécies sinantrópicas comensais, a ratazana (Rattus norvegicus), o rato de telhado (Rattus rattus), e o camundongo (Mus musculus), são particularmente importantes por terem distribuição cosmopolita e por serem responsáveis pela maior parte dos prejuízos econômicos e sanitários causados ao homem. O rato de telhado é o roedor comensal predominante na maior parte do interior do Brasil, sendo comum nas propriedades rurais e pequenas e médias cidades do interior (FUNASA, 2002). Além das diferenças morfológicas, os ratos de telhado apresentam hábitos, comportamentos e hábitat bastante distintos da ratazana. Por ser uma espécie arvícola, os ratos de telhado ainda cultivam o hábito de viver usualmente nas superfícies altas das construções, em forros, telhados e sótãos onde constroem seus ninhos, descendo ao solo em busca de alimento e água. Vivem em colônias de indivíduos com laços parentais, cujo tamanho depende dos recursos existentes no ambiente. Sua dispersão em zonas urbanas tem sido facilitada pelas características de verticalização das grandes cidades aliadas aos modelos de construção e decoração dos modernos prédios de escritórios: forros falsos e galerias técnicas para passagem de fios e cabos permitem o abrigo e a movimentação vertical e horizontal desta espécie. Em algumas cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro e São Paulo, a presença do Rattus rattus é cada vez mais comum e predominante em bairros onde anteriormente a ratazana dominava, possivelmente pelo fato dos programas serem direcionados ao controle desta espécie. (FUNASA, 2002).

METODOLOGIA
A pesquisa foi registrada no Cetea sob o nº.85/09. Os ratos foram capturados por meio de armadilhas em telhados de residências e de estabelecimentos comerciais na região leste do Município de São Paulo. Os animais foram eutanasiados em CO2 e necropsiados. Foram coletados fragmentos de fígado, rim e baço. O fígado foi fixado em formol tamponado a 10% e, em seguida, o material foi desidratado e diafanizado em xilol, fixado em parafina liquida e emblocado. Após a obtenção de cortes histológicos, estes foram corados pela hematoxilina-eosina (H-E).

RESULTADOS
Observou-se ao exame microscópio que o fígado apresentava parasitas com cápsula de tecido conjuntivo e infiltrado mononuclear. Identificaram-se ovos de Capillaria hepatica com proliferação de tecido conjuntivo no espaço porta e infiltrado inflamatório pelo morfonuclear com áreas de fibrose no espaço porta e deposito de cálcio causado pela morte do parasito. Dos 28 animais necropsiados 24 estavam positivos para C. hepatica.

DISCUSSÃO E CONCLUSÃO
Pelos resultados obtidos apreende-se a importância do encontro desse parasita em ratos que frequentam residências e estabelecimentos comerciais pondo em risco as pessoas que moram ou trabalham nesses locais. Conclui-se que há necessidade de um controle desses ratos que, além de transmitirem outros agentes que prejudicam a população, a C. hepática também é uma zoonose que deve ser considerada.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ARAÚJO, P. Helmintos de Rattus norvegicus (Berkenhout, 1769) da cidade de São Paulo. Rev Fac Farm Bioquím S Paulo, v.5, n.l, p.141-159,1967.
CHIEFFI, P.P., DIAS, R.M.D.S., MANGINI, A.C.S., et al. Capilaria hepatica (BANCROFT, 1893), em murídeos capturados no município de São Paulo, SP, Brasil. Rev Inst Med Trop São Paulo, v.23, n.4, p.143-146,1981.
CHOE, G., LEE, H.S., SEO, J.K., et al. Hepatic capiliariasis: first case report in the republic of Korea. Am J Trop Med Hyg, v.48, n.5, p.610-625,1993.
CROSS, J.H. Capiliariosis. In: PALMER, S.R., SOULSBY, L., SIMPSON, I.H. Zoonoses. Oxford: University, 1998.Cap.57, p.773-781.
FREEMAN, R.S., WRIGHT, K.A. Factors concemed with the epizootiology of Capiliaria hepatica (BANCROFT, 1893) (NEMATODA) in a population of Peromyscus maniculatus in Algonquin Park, Canada. J Parasitology, v.46, p.373-382, 1960.
MANDORINO, I., REBOUÇAS, M.M. Hepatic capiliariasis in caititu (Tayassu tajacu). Arq Inst Biol São Paulo, v.58, n.1/2, p.61-62, 1991.
Manual de Controle de Roedores (2002) fundação nacional de saúde (funasa) Brasília, dezembro de 2002. p. 11-22.
SANTOS, M.N., BARROS, C.S.L. Capilaria hepatica, parasitismo do cão e gato no Estado do Rio Grande do Sul. Ver Med Vet, São Paulo, v.9, n.2, p. 133-140, 1973.
VIANNA, Y.L. Sobre um caso de capilariose hepática em canino do Rio de Janeiro. Veterinária, v.7, n.2, p.8-20, 1954.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ISOLAMENTO DE AGENTES DE ZOONOSES EM ROEDORES CAPTURADOS EM REGIÕES SUJEITAS A INUNDAÇÃO NO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO

Maria Jeovania Freire de Almeida-Silva
Orientadora: Ana Eugênia de Carvalho Campos1
1Laboratório de Referência em Pragas Urbanas – Instituto Biológico/APTA, São Paulo-SP.


A humanidade luta contra os roedores há tempo. Os métodos de exploração da natureza desenvolvidos pelo homen acabaram por favorecer a instalação e a proliferação desses animais. Três espécies são consideradas pragas urbanas, isto é, espécies de animais que convivem próximo ao ser humano, a despeito da vontade deste. São elas a ratazana (Rattus norvegicus), o rato-de-telhado (Rattus rattus) e o camundongo (Mus musculus), sendo consideradas, de ocorrência cosmopolita. Com o objetivo de avaliar a população de roedores, sua estrutura etária, as espécies prevalentes, a razão sexual, a infestação por ectoparasitas e a presença de agentes de zoonoses, foram instaladas 240 armadilhas Tomahawk® que foram deixadas de 10 a 15 dias em imóveis no subdistrito de Itaquera e Aricanduva Zona Leste da cidade de São Paulo e no CEAGESP Zona Oeste. Cinqüenta roedores foram capturados no total, sendo o sucesso de captura de 25%. A espécie infestante foi R. rattus,(49/50) e apenas um R. norvegicus (01/50). Foram capturados mais indivíduos jovens no período de outono inverno e mais fêmeas no período de primavera/verão. Não houve roedor reagente para qualquer um dos 22 sorovares de Leptospira spp. Em relação ao isolamento em meio de cultura, 09 das amostras, foram suspeitas para leptospira e será posteriormente confirmada ser positiva para Leptospira spp. por meio de análise de PCR. Foi encontrado um elevado índice de parasitismo por Capilaria hepática, 76% (38/50) através de análises histopatológicas. Não houve amostra positivas para vaccinia e pseudovariola bovina . Dos 50 roedores analisados, três estavam infestados com Laelaps echidninus (Acarina: Laelaptidae). Esta é uma espécie de ácaro comum em roedores. Apenas um animal estava infestado com Ctenocephalides felis felis (Siphonaptera: Pulicidae). Em seis foram encontrados infestações de pulgas e que seram posteriormente identificadas e avaliado sua relação com transmissão de doenças que possam afeta a saúde publica.




Palavras-chave: Capillaria Hepatica, Poxvírus, Roedores Sinántrópicos, Saúde Publica, Zoonoses.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Pragas Urbanas - Precisa controlar?

Muitos insetos e vários animais como, ratos,
morcegos, pombos, aracnídeos entre outros, vivem em
contato íntimo com o homem, associados às cidades
invadindo e colonizando locais habitados, danificando
construções, transmitindo doenças a animais e aos
próprios seres humanos. Estes animais sinantrópicos
(que coabitam com o homem) podem muitas vezes ser
considerados pragas urbanas, devido a sua alta adaptabilidade,
capacidade reprodutiva e a quantidade
de abrigos e alimentos encontrados em áreas
urbanizadas, causando grande incômodo e desconforto
em todos os níveis sociais. O trinômio água, abrigo,
alimento (AAA) gerado pelo desequilíbrio
ambiental (lixões, falta de saneamento básico, tratamento
inadequado da água, entre outros) inerente a
própria cultura humana, possibilita que diversas
pragas usufruam da hospitalidade inconsciente das
cidades, dificultando o dia-a-dia de seus habitantes.

Se tem um problema com algumas destas pragas então entre em contato comigo para controlarmos a mesma.

email:
biojeovana@yahoo.com.br
tel:(11) 7551-2002

Pernilongos (Mosquitos)

Os mosquitos são insetos da Ordem Diptera, pertencentes
à Família Culicidae, conhecidos também
como pernilongos, muriçocas ou carapanãs. Os adultos
são alados, possuem pernas e antenas longas e na
grande maioria são hematófagos, enquanto as fases
imaturas são aquáticas. Seu ciclo biológico compreende
as seguintes fases: ovo, quatro estádios larvais,
pupa e adulto. As larvas de mosquitos são aquáticas,
do tipo vermiforme e com coloração variando entre o
branco sujo, esverdeado, avermelhado ou mesmo
enegrecido. As larvas possuem aparelho bucal
mastigador-raspador adaptadas à trituração de alimentos.
Possuem sifão respiratório (respiram ar) localizado
no último segmento abdominal, no qual se
abrem os espiráculos.
As pupas são móveis e possuem o aspecto de vírgula.
Ficam normalmente paradas junto a superfície
da água e se movimentam ativamente quando perturbadas.
A forma adulta, que compreende a fase alada,
depende da ingestão de carboidratos para o aumento
da atividade metabólica e conseqüente longevidade.
Somente as fêmeas são hematófagas, sendo que o
repasto sangüíneo está intimamente relacionado ao
desenvolvimento dos ovos. Por sua vez, o repasto
sangüíneo pode também contribuir para aumentar a
longevidade das fêmeas.
O gênero Aedes compreende numerosas espécies.
A espécie Aedes aegypti é a principal
transmissora da dengue e febre amarela nas cidades,
sendo originária da África, provavelmente tendo
sido trazida para América logo após o descobrimento.
A dengue é transmitida através da picada
de fêmeas do mosquito, que ao sugar o sangue,
inoculam o vírus causador da dengue. As fêmeas
colocam seus ovos próximos à superfície de reservatórios
naturais (poças, lagoas, etc.) ou artificiais
(caixas d’água, pneus, garrafas, etc.), contendo
água parada e limpa, onde após o nascimento dos
ovos se desenvolvem as larvas e pupas do mosquito.
Os ovos podem resistir sem o contato direto com
a água (resistentes a dessecação) por longos períodos
de tempo (seis meses ou mais). O ciclo de vida
da espécie A. aegypti é relativamente curto, em torno
de 07 a 15 dias (ovo a adulto).
A. albopictus e A. aegypti são mosquitos que ocorrem
normalmente em áreas de climas temperados e
tropicais, associados à presença do homem, utilizando
os criadouros propiciados pela atividade humana.
São comumente encontrados nas áreas como bocas
de matas e plantações. São menores que o mosquito
comum, possuem a coloração escura rajada de
branco, são de hábito diurno (picam durante o dia) e
muito ecléticos quanto ao hospedeiro, sendo o homem
e as aves suas vítimas mais freqüentes. Comparecem com freqüência ao domicílio humano,
mas são muito mais comuns no peridomicílio; seus
ovos são resistentes à dessecação e sua densidade é
diretamente influenciada pelas chuvas.
Os espécimes adultos do gênero Culex (pernilongo
comum noturno) variam de pequeno a médio porte e
tem coloração geral marrom ou enegrecida, possuem
hábitos noturnos ou crepusculares, atacam o homem
(antropofílicos) e uma enorme variedade de animais,
principalmente aves. Seus ovos não são resistentes à
dessecação e são depositados em conjuntos em forma
de “jangadas” flutuantes, mas há exceções à esta regra.
Os criadouros preferenciais são depósitos artificiais,
no solo ou em recipientes, com água estagnada
rica em matéria orgânica em decomposição e detritos,
de aspecto sujo e mal cheirosa. Principalmente a espécie
C. quinquefasciatus é a vetora primária da filariose
bancroftiana (W. bancrofti) no Brasil, além de
arboviroses (vírus transmitidos por artrópodes), sendo
considerada uma espécie extremamente importante
em regiões endêmicas como ao norte de nosso País.

autor:
Francisco José Zorzenon
Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em
Sanidade Vegetal do Instituto Biológico
São Paulo – SP
E-mail: zorzenon@biologico.sp.gov.br